Diferentes aplicações da argila

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As argilas são rochas ardilosas ricas em minerais. Dependendo da sua composição, apresentam diferentes cores.

Popriedades comuns (em maior ou menor grau):

  • Possuem um poder absorvente notável, sendo que absorvem as impurezas e neutralizam os maus odores;
  • Têm uma acção adsorvente, possibilita a fixação de substâncias em suspensão;
  • Estimulam a reparação e a cicatrização do tecido cutâneo.

D I F E R E N T E S      A P L IC A Ç Õ E S      D A     A R G I L A

Cataplasma ou emplastro 

Juntar à argila água limpa até à constituição de uma massa firme*. Aplicar sobre a parte do corpo em causa. Cobrir com um pano para conservar o calor. Retirar a argila antes que estale (Andre Passebecq).

A argila pode ser aplicada morna ou fria. Se for aplicada sobre um local febril, inflamado ou quente, deve estar fria. Quando a argila é aplicada para revitalizar e tonificar é necessário aquecê-la. Pode aquecer a massa de argila em banho maria. A exposição ao sol, ou a sua colocação perto de uma fonte de calor suave também pode resultar para aquecer a argila. Por vezes a utilização de uma folha de couve é preferível à de uma toalha ou pano, especialmente nos casos em que a região a aplicar esteja muito irritada ou inflamada (Raymond Dextreit).

Os cataplasmas podem ser utilizados em vários casos como: edemas, inflamações, enxaquecas, febre, entre outros.

Banho de argila

Juntam-se algumas colheres de sopa de argila à àgua do banho. Neste banho, “a presença de suspensões argilosas facilita a deselectrização do corpo do homem moderno, a sua ligação à terra, esse homem que sofre cada vez mais de electropoluição e de acumulação anormal de cargas eléctricas” (Prof. Lautié in André Passebecq).

Os banhos quentes com argila (2 colheres de sopa) + óleos essenciais: alecrim, tomilho (4 ou 5 gotas) durante 15 a 30 minutos, podem ajudar a aliviar dores articulares (André Passebecq).

Máscara de beleza

Misturar a argila com água pouco mineralizada, adicionar óleos. Aplicar sobre o rosto protegendo os olhos. Conservar a máscara durante 20 ou 30 minutos e lavar o rosto com água tépida e depois fria. “É preferível terminar sempre as aplicações com água fria, de maneira a repelir o sangue carregado de impurezas, a provocar uma recção térmica, a tonificar os tecidos vasculares e cutâneos dessa região” (André Passebecq).

1. Máscara para pele oleosa (tri-semestral) – faça uma infusão forte de salva, dilua a argila nessa infusão até obter uma pasta semi-fluída. Aplique no rosto. Deixe actuar 30 minutos (Robert Masson).

2. Máscara para pele sem brilho: 2 colheres de sopa de argila vermelha, 1 colher de café de óleo biológico de onagra, hidrolato biológico de rosas em quantidade suficiente (até obter uma pasta). Primeiro misture um pouco de hidrolato biológico com a argila (utilizando uma espátula de madeira), depois adicione lentamente o óleo biológico de onagra e, se necessário, adicione mais hidrolato. Deixe actuar por 10 ou 15 minutos e depois retire com água ou com o hidrolato de rosas (adaptada de Jean-François Olivier).

3. Para limpeza da pele e eliminação de impurezas: dissolva a argila em água (ou em sumo de uva ou de pepino) suficiente até formar uma pasta. Aplique no rosto (ou sobre uma mancha, acne). Deixe secar. Comece por lavar o rosto com água morna e termine com água fria.

6. Máscara para pele seca, frágil e sensível: 2 colheres de sopa de argila branca Kaolin, 1 colher de café de óleo biológico de amêndoas doces, hidrolato biológico de flor de laranjeira. Misture o hidrolato com a argila branca. Lentamente, adicione o óleo de amêndoas doces bio. Se for necessário, acrescente mais algumas gotas de hidrolato bio. Aplique no rosto. Deixe actuar por 10 a 15 minutos. Limpe o rosto com água ou com o hidrolato de flor de laranjeira biológica (adaptado do livro de Jen-François Olivier).

5.  Caso tenha acne, manchas ou irritação cutânea, lave o rosto com água argilosa sem sabão (basta misturar um pouco de argila com água). Veja aqui uma receita de uma máscara purificante com argila amarela e árvore do chá (tea tree).

Cuidados capilares

A argila ajuda a revitalizar o cabelo e a normalizar a produção de sebo (Marie-France Muller). A argila marroquina Rhassoul (da qual já falamos aqui), por exemplo, é um ingrediente muito utilizado na preparação de champôs e máscaras capilares uma vez que respeita a camada hidrolipídica que protege o cabelo, lava suavemente, absorvendo as impurezas e o excesso de sebo e não irrita as glândulas sebáceas (receita de champô seco com argila aqui).

Outras aplicações:

1. No jardim: “a argila graças à sua impermeabilidade e ao seu poder bactericida pode ser utilizada para obter a cicatrização das “feridas” das árvores e arbustos e na sua protecção contra os bolores. Fazer com ela um cataplasma (água + argila) consistente para aplicar com cuidado, obstruindo todos os interstícios”,  “depois colocar tecido (ou tela) cuidadosamente fixado (sem apertar excessivamente) com fibra vegetal“.

2. Animais: sobre as feridas: cataplasma de argila impregnada com algumas gotas de tintura de calêndula ou de óleo essencial de alfazema (André passebecq). Um banho de lama (argila + água) também poderá ser útil (Raymond Dextreit).

3. Em casa: colocar um pires com argila no frigorífico (odores desagradáveis desaparecerão e os alimentos conservarão o seu verdadeiro odor); colocar alguns frascos com a tampa perfurada e argila no interior espalhados pela casa (absorverão os odores desagradáveis, pode também juntar óleos essenciais com acção desodorizante com o óleo de limão) (Marie-France Muller).

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Nota: Estas imagens foram retiradas do livro de André Passebecq

*Nota: utilizar um recipiente não metálico e de preferência uma espátula de madeira;

Bibliografia

Olivier, Jean-François (2000). L’argilothérapie: les argiles et leur compléments naturels. Paris: Encre.

Passebecq, André (1978). A saúde pela argila. Lisboa: Editorial de Notícias.

Dextreit, Raymond (1979). A argila que cura: uma via da medicina natural. Lisboa: Edições Itau.

Masson, Robert (1984). A saúde pela argila. Lisboa: Litexa Portugal.

Muller, Marie-France (1998). L’argile facile: une thérapie millénaire. Genève: Editions Jouvence

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